Formação de Professor X Limites Governamentais


Pretendo com este escrito expor algumas inquetudes acerca de demandas de formação de professor apresentadas pelas redes públicas de ensino. Partindo dos municípios pequenos, e sistematizando as reais necessidades dos professores e dos alunos neles observados, busco apresentar reflexões através da apresentação de alguns itens sumariamente importantes. Dessa forma, enseja aos leitores uma atmosfera mais coerente e profícua para que possam também realizar uma instrospecção relacionada ao contexto em que trabalha.

A formação deveria ter como centro de interesse melhorar o nível de aprendizagem  dos alunos da educação básica, que devem ser formados não tão somente para falar e escrever, mas também para elevar seus conhecimentos independente da área, e, sim numa perspectiva ampla e cidadã.  As escolas em funcionamento ofertando as aulas com professores com no mínimo a formação de ensino médio – curso normal. Entretanto, a formação de professor, que em geral, fazem com que os professores se retirem das salas de aula, é por algumas vezes  o principal obstáculo para que a práxis educativa aconteça. Muitos pensam que o professor pode se retirar e o aluno poderá ficar sem aula. Ora, os governos quando se referem  a formação podem e devem pensar,  lançando em primeiro lugar o olhar  para o aluno.

Claro está não será uma atitude amplamente  compreendida como se espera, não se tem aqui a pretensão de traçar situações que não permitam flexibilidade. Como já fora dito, é apenas reflexão, um olhar aberto, direcionado.  Cada gestor deve beneficiar aos professores colaborando para a sua formação, porém de forma gradual, planejada para que possa atender a todos aqueles que, principalmente, não tem a formação inicial – ensino superior. Lembro que o nosso déficit é histórico, os professores não tinham carreira, não eram contemplados com gratificações de cursos, a remuneração correspondia a um salário mínimo… isso fez com professores não buscasse alternativas para estudar uma faculdade. Não tinham estímulo.

Atualmente, com as legislações vigentes que prezam por carreira, incentivos diversos, piso salarial e outras, impulsionam os professores a buscarem desenfreadamente a formação incial e também a continuada. Todos querem ao mesmo tempo, terminando cursando cursos considerados bons ou/e regulares, tratando dentro do parâmetro de qualidade. Os comprometidos farão acontecer independente do curso.

Infelizmente,  não há como atender a todos. Os governos possuem orçamentos, planejamentos, diretrizes e limitações, os quais devem ser utilizados considerando a moralidade, a publicidade e a economicidade. Os alunos não podem ser tratados de modo inferioriorizado, sem material didático, sem aula…  Os professores  devem ser beneficiados em detrimentos deles? Claro que não!

Uma rápida leitura destas realidades mostra que tanto o professor quanto ao aluno devem ser considerados como sujeitos imprescindíveis para que a educação continue sendo efetivada formalmente. O primeiro precisa ser valorizado, todavia, deve também fazer a sua parte enqunto profissional cumprindo com as suas atribuições. O segundo deve ser considerado como o principal foco da educação: sujeitos aprendizes. Estas opiniões, neste texto, surgiram das inúmeros questionamentos, dos quais precisamos para ajustar as falhas.

Fruto de todas vivências no âmbito da educação, este texto precisa evidenciar que não sou contra a liberação para a formação, mas que ela ocorra de forma planejada e isonômica. Priorize-se que não tem  formação. Liberações ocasionais são passíveis de ocorrer, mas de forma rotineira e para um número grande de professor,  fica difícil para administrar.

Todos juntos devemos priorizar os alunos assegurando a aprendizagem, respeitando suas diferenças e limitações, mediante a oferta de aulas. Estas acontecem, de modo qualitativo, sob a mediação do professor. Temos bons professores. Outros que necessitam mais de apoio.

Vamos planejar para que todos sejam respeitados. Vamos cooperar, com os ajustes e diálogos, poderemos cumprir com as nossas responsabilidades, que somadas umas as outras, gerarão resultados positivos para as redes. As políticas públicas federais devem exigir, porém, paralelo a isso, devem colaborar com os “pequeninos” municípios. Robélia Aragão

 

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