Ande devagar!


Foi num feriadão de São João quando partimos para o interior. Lucinda estava sentada ao lado de seu esposo José. Ela virou a cabeça para ele e demorou fixando-o, exibindo a ansiedade e angústia em seus grandes olhos castanhos. Respirou fundo e disse firmemente:

_ Quero chegar viva na casa da mamãe, por isso não corra!

Ele permaneceu calado por um bom tempo. Porém o carro continuava em alta velocidade.

_ Já pedi para não correr! – fala alto a amulher.

Segurando o volante e com o olhar fixo na estrada, ele gritou irritado;

_ Quem é o motorista aqui! Sou EU!Sei muito em que velocidade andar.

_ Não parece! –  retrocou a mulher.e

Ultrapassou um outro véículo. O barulho do motor concorria com os batimentos cardíacos da passageira. De repente, o carro foi lançado contra uma  árvore.

_ Meu Deus! – falou ofegante o motorista.

_ Eu disse para você ir devagar. Você não me escuta!

_ Estamos vivos!

Por pouco não tivemos um acidente mais grave. São João abençoou os envolvidos.

Narrativa – Robélia Aragão

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