O Natal pode se tornar momentos de hipocrisia.


Se não tomarmos cuidado, o Natal pode se tornar momentos de hipocrisia, onde todos se amam, todos se respeitam somente regado de belos e entoados discursos. Estes últimos, quando não verdadeiros são supérfluos e distantes das reais relações humanas existentes e desejos almejados, restritos a lei da conveniência, não da convivência.

Como diria o ditado popular “cão engolindo cão”. Abraçando friamente, muitos afirmam e referendam falsos perdões e  emoções falsificadas.Porque preferem esta lei para se manter em “conveniência” neste mundo  “cão”, onde os humanos se digladiam entre si pelo poder e conforto.

É pecado querer o melhor? Não. Todos merecem o melhor. Devem querer e desejar o melhor. Em todas as dimensões humanas. Mas, deve, acima de tudo, referendar ao espírito da amizade, do amor e do zelo com o próximo. Devem ser educados, não falsos, inclusive ao “desejarem a, comumente expressão, Feliz Natal”. Devem obter as suas conquistas sem, necessariamente, atacar as pessoas em detrimento de seus desejos cristalizados. Devem…viver o Natal durante todo o ano.

Triste?!A realidade é cruel, ainda que seja no Natal. Pessoas que falam horrores do outro, mas logo à frente estão em abraços longos e tenros abraços. Pessoas que parabenizam as conquistas de outras, mas no íntimo as invejam. Pessoas que compram presente caros para ofertar, na esperança de receber outro correlato, para manter a política do consumismo. É assim…Não tenham dúvida! Muitas casas, lugares se transformam em redutos de interesseiros. Pena, que pena! Justo no Natal, se observarmos bem todo este universo hipócrita vem à tona.

Por isto, ainda prefiro curti esta data ao lado de pessoas, que integram uma rede familiar e de amigos, na qual a presença um do outro já se torna um verdadeiro presente embalado de lindos e coloridos papeis e recheados de amor e verdade das relações. Não importa a quantidade deste círculo. O que importa é a qualidade do mesmo.

Ouvimos, lemos, escrevemos, externamos…mensagens natalinas! Vozes meigas e carinhosas! Ora de quem já esperamos, ora inesperadas. Acolhemos todas, mas devemos filtrá-las. Penso assim. Ajo assim: Educadamente, desejo Feliz Natal à todos, faço a minha parte. Mas aos pequenos e grandes amigos, não somente desejo, torno-os extensão de meu corpo, mente e espírito. O que quero para mim, desejo para o meu irmão. Dou o presente material que posso e como posso, os amigos entendem/devem entender. Por que? Porque os verdadeiros amam, trocam os significativos presentes dos “amigos ocultos”: não importa a sua cor, as suas condições, o seu nome, amo-os como, de fato, são.

Enfim, quando digo: Feliz Natal com brilho no olhar, corpo referenciado, palavras firmes…saiba que o meu desejo se concretizará, pois também quero um Feliz Natal, sendo este recíproco aos eleitos queridos. Ah, aprendi, que não somente deve desejar, devo, também, observar quem e como me desejam: Feliz Natal e próspero ano vindouro. E se você recebeu um destes “Feliz Natal”…já sabe…os meus sentimentos estão além da hipocrisia, são “verdades verdadeiras”.

(Robélia Aragão)

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