Não perdi a esperança…


Chame-me de “besta” quem quiser…Mas me emocionei durante a semana ao visualizar as redes sociais e hoje no Fantástico a história da menina que salvou os livros de enchente em Pernambuco. Tocou-me profundamente! Em meio a um cenário de tanta angústia e descrença acerca do homem, da educação e do mundo, eis que surge este ser humano, tão pequeno e forte, que vê/viu o livro como a ponte para o futuro promissor. Uma criança sonhadora, advinda de contexto simples, que mostrou a nossa gente que vale a pena acreditar no papel da educação, no poder da leitura. Uma narrativa que, certamente, reacendeu a chama de muitos educadores. Espero que, também, tenha atingido a muitos alunos e autoridades. E, para encerrar, uma notícia – texto – a ser explorado em sala de aula.
Chorei de emoção! Ser “besta” vale a pena…( Robélia Aragão)

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Dancei aquela música


Dancei, dancei, dancei aquela música

Que tocou o coração.

Na festa que ocorreu lá no sertão.

 

Curti, curti, curti aquele dia

Magnífico junto a ti.

Durante a festa, sorri.

 

Agradeci, agradeci, agradeci por aquele momento

Breve.

Feliz.

 

(Robélia Aragão)

 

DA SABEDORIA POPULAR


Evita o excesso de adorno.
De ovelha muito louçã
Toda gente se aproxima
E todos desejam lã.

Quando ouvires descrições
De dinheiro e santidade,
Escreve as anotações
Na metade da metade.

Deus te guarde de boi manso
Que até hoje vive em paz,
Que do touro bruto e bravo
Tu mesmo te guardarás.

Procura falar no fim,
Espera… Ao cair dos muros
Aparecem, muitas vezes,
Serpentes, pedras, monturos.

Quem, na casa paternal,
Nunca sofre, nem atura,
Em chegando ao mundo vasto
Espere por desventura.

Não peças à Providencia
Muito almoço, muita ceia,
Que de carne farta e gorda
A sepultura está cheia.

De nada valem bons verbos
E códigos de bom-tom,
Se viveres falando a esmo
Sem praticar o que é bom.

No serviço edificante
Seja onde for, sê bem-vindo!
Recorda que enquanto dormes
Teu trabalho está dormindo.

Não te dês à bajulice,
O mais infeliz cortezão
Perde a paz da vida livre
E acaba na escravidão.

Se resistires à verdade,
Sarcástico, altivo e forte,
Serás por ela esperado
No campo de dor da morte.

Pelo Espírito Casimiro Cunha – Do livro: Coletânea do Além, Médium: Francisco Cândido Xavier