Atividade com música: Mulher Rendeira.


Vamos cantar? Vamos sambar?

renda
Imagem da internet

Mulher Rendeira

Olê muié rendera
Olê muié rendá
Tu me ensina a fazê renda
Que eu te ensino a namorá

Lampião desceu a serra
Deu um baile em Cajazeira
Botou as moças donzelas
Pra cantá muié rendera

As moças de Vila Bela
Não têm mais ocupação
Se que fica na janela
Namorando Lampião

1ª Etapa: Apresentação da Música.

  1. Organização de uma grande roda.
  2. Canto coletivo sob a orientação da professora.
  3. Dança coletiva da música em forma de samba.
  4. Acompanhe a apresentação do aspecto histórico da canção feita pela professora. Faça registros dos pontos importantes.

2ª Etapa: Agora responda as questões a seguir:

  1. A rendeira é uma personagem nordestina. O que faz uma rendeira? Em quais peças podemos visualizar sua arte?
  2. Na Bahia encontramos rendeiras em Dias D´Ávila, Saubara, Xique-Xique, Ilhas de Maré, dentre outros lugares. Por que esta atividade está cada vez mais rara?
  3. Qual o perfil das mulheres rendeiras?
  4. Por que, normalmente, estas mulheres rendeiras se organizam em Associações?
  5. Quais são os tipos de renda? Explicite.
  6. Você conhece alguma rendeira  ou já ouvi falar sobre a mesma? Já adquiriu ou teve acesso a alguma produção? Porque as rendas são consideradas tradicionais?
  7. Nos últimos Jogos Olímpicos – Rio 2016, ocorrido no Brasil, as Ganhadeiras de Itapuã, retrataram as rendeiras da Bahia com uma belíssima apresentação, provocando emoções no público. Qual a importância da visibilidade dada a esta atividade artesanal?
  8. Vamos cantar a música em forma de samba? Que tal colocar o corpo para mexer?!
  9. Reescreva os versos da canção numa linguagem padrão, atentando para as questões regionalistas.

 

 Professora Robélia Aragão

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Orientações pedagógicas para trabalhar o Documentário Quilombolas da Bahia


Apresentação:

As orientações abaixo são tentativas que visam estimular os professores a utilizarem os recursos de mídias extistentes na escola atrelada a necessidade de trabalhar a cultura africana/negra no currículo escolar. Esta sugestão de atividade pode ser desenvolvida, preferencialmente, em turma do Ensino Médio. A temática é de natureza transversal.

Robélia Aragão

Professora/Coordenadora

QUILOMBOLAS DA BAHIA: GOVERNO DA BAHIA/SECRETÁRIA DE EDUCAÇÃO/PORTFOLIUM.

  • Primeiramente, o professor deve assistir ao documentário.
  • O professor deve preparar a sala para a exibição do documentário e outras recursos necessários.Exibição coletiva do Documentário: Quilombols da Bahia.
  • Expor aos alunos: Direção, roteiro, fotografia e câmera, som, produção executiva, produção administrativa, pesquisa de campo e fotografia de still, assistente e montagem.
  • Os alunos deverão ter acesso aos seguintes questionamentos e encaminhamentos:
  1. Qual o conceito de Quilombos?
  2. Estabaleça uma relação entre os Quilombolas e o Estado da Bahia.
  3. Por que a Bahia é considerada uma comunidade essencialmente negra?
  4. Como podemos contribuir para valorizar a memória negra na Bahia?
  • Cada item será distribuido para um grupo, o qual terá que fazer uma exposição crítica para os demais componentes da turma.
  • O professor deverá fazer a mediação da discussão.
  • O professor deverá expor as características de um documentário.
  • A turma deverá produzir um pequeno documentário a respeito dos negros que residem no município em que vive.

Sequência didática: Trabalhando com música em sala de aula.


Justificativa:

A Sequência didática: Trabalhando com música em sala de aula foi pensada para ser desenvolvida nas escolas públicas estaduais, em especial de Nova Soure – Bahia, de forma que gradativamente a música possa ser respeitada no currículo. Além disso, para melhor subsidiar aos professores no desenvolvimento de atividades, respeitadas as diretrizes do projeto estruturante da rede Festival Anual da Canção Estudantil – FACE do Estado da Bahia.

Objetivos das sequência didáticas:

  1. Desenvolver estas sequências didáticas articulando a proposta do Festival Anual da Canção Estudantil – FACE do Estado da Bahia.
  2. Aproximar os alunos de vários gêneros musicais mediante orientações pedagógicas.
  3. Desenvolver no aluno a sensibilidade para  a identificação do som e suas variantes o ritmo e a linguagem.
  4. Desenvolver o raciocínio, a sensibilidade rítmica e auditiva do aluno, tornando-o mais receptivo a outras áreas do saber e mais sociável na interação com o ser humano.
  5. Trabalhar a música no currículo escolar.
  6. Lançar tarefas que propiciem momentos intercalados de apreciação de diversas obras, produção musical, leitura de textos, escrita de relatos e confecção de desenhos
  7. Estimular o estudo das modalidades musicais com o debate sobre o que significa uma produção artística de qualidade.
  8. Propiciar momentos de estudos para reforçar os níveis: fonológico , morfológico, fraseológico: como as orações se estruturam, semântico e textual.

Público Alvo: Alunos dos anos finais do Ensino Fundamental, Ensino Médio e Educação de Jovens e Adultos.

Area do curriculo: Linguagem.

Sequência didática 1:

Nesta sequência didática, o professor deverá:

  1. Assistir ao DVD Língua Portuguesa, Volume III, 25, da TV Escola que trata da Análise de Letras de Música, de forma colaborativa com os professores das disciplinas afins, para  em seguida desenvolver uma atividade com os alunos.
  2. Explicar para os alunos os vários estilos musicais, podendo utilizar pequenos vídeos, textos, esquemas espostos em slides.
  3. Promover um debate com os alunos.

Sequência didática 2:

Nesta sequência didática, o professor deverá:

  1. Organizar os alunos na sala ou no pátio para a escuta de várias músicas,  os mesmos deverão se movimentar conforme o andamento e a intensidade da melodia.
  2. Escolher uma música para expor para os alunos, preferencialmente, uma conhecida por todos que não possui palavras ofensivas no que tange a atitudes de discriminação.
  3. Propor que um aluno leia a letra da música de forma poética.
  4. Pedir que todos cantem a música.
  5. Organizar um roteiro  com  questões relacionadas ao tema/assunto da música trabalhada e entregar ao alunado.
  6. Pedir que os alunos socializem as respostas, para quais os mesmos deverão fazer as devidas intervenções.

Sequência didática 3:

Nesta sequência didática, o professor deverá:

  1. Explicar os conceitos de Propor que, em grupo, os alunos escolham um estilo musical e, consequentemente, uma canção para parodiar, cujas temáticas possam envolver, por exempol, os seguintes temas: Meio Ambiente, Respeito ao Idoso, Direitos das Crianças e Adolescentes .
  2. Depois da construção e ensaio, cantar para os demais alunos da turma.

Sequência didática 4:

Nesta sequência didática, o professor deverá:

  1. Pesquisar  textos que tragam  as passagens que estabelecem a trajetória da música  no Brasil.
  2. Apresentar exemplos destas e de outras produções contemporâneas para existentes.
  3.  Pedir  que os alunos registrem as  características e pontos interressantes.
  4. Trabalhar, exemplificando, a versificação, rima, verso e características da música.
  5. Discutir com os alunos sobre a música, a partir das seguintes questões: As letras são longas ou curtas? Expressam algum sentimento, contam alguma história? Você considera que o ritmo é acelerado ou lento? Ele apresenta variações? Na sua percepção que instrumentos são usados?  E as rimas, como são? O refrão que se repete?
  6. Registrar  todas as características percebidas.

Sequência didática 5:

Nesta sequência didática, o professor deverá:

  1. Trabalhar os conteúdos da música: ritmo, duração, intensidade, altura, timbre; as características dos instrumentos musicais e a apreciação de obras musicais.
  2. Propor aos alunos atividades em grupo.
  3. Apresentar as atividades com as músicas, envolvendo tanto no seu aspecto gramatical, quanto os possíveis temas e a versificação.
  4. Orientar aos alunos a compor  letra da música  em grupo ou/e individual.
  5. Intervir no ensaio e apresentação do esboço da  música, sendo um dos sujeitos da dupla o interpréte, podendo, também, o autor ser interpréte.
  6. Propor aos alunos a intensificação dos ensaios, com suporte de artista/profissional.
  7. Sugestionar o  figurino e maquiagem dos intérpretes.

Sequência didática 6:

Nesta sequência didática, o professor deverá:

  1. Formar equipes de alunos para colaborar na preparação do cenário.
  2. Providenciar o som e o músico, com apoio da direção.
  3. Pedir a direção que convidem os jurados em parceria com a organização, se houver necessidade.
  4. Organizar a pauta de apresentação dos cantores/intérpretes.
  5. Coordenar o evento: a apresentação do Festival da Canção Estudantil ou ação correlata.

Autora: Robélia Aragão da Costa

(Professora/Coordenadora Pedagóca)

Educação de Jovens e Adultos: um verdadeiro desafio.


 

O desafio de atender ao público  jovens e adultos é imenso. Os egressos na modalidade de ensino Educação de Jovens e Adultos – EJA necessitam de uma atenção especial, pois muitos não puderam, por motivos diversos, concluir os seus estudos na idade certa. Além disso, na maioria das vezes trabalham em turno contrário.

 Todavia, diante do exposto, vale evidenciar que este “cuidado” não se limita a minimização dos contéudos, como se estes sujeitos não tivessem capacidades para acompanhar ou evoluir. Prerrogativas desta natureza, banalizam a educação de jovens e adultos e a sociedade passa a concebê-las como uma que não prepara o estudante para vida.

O currículo precisa ser vivo. Ele deve estabelecer quais conhecimentos devem ser priorizados para tratar das visões de homem, sociedade, mundo e educação. As linhas teóricas defendidas devem ser relacionadas as práticas que levem para o mundo da sala de aula as atribuições dos professores e alunos, o dinamismo existentes nas relações humanas e sociais, as identidades e subjetividades de cada sujeito. Estas últimas sempre em processo de ressignificação.

Assim, a esta modalidade de ensino, vinculada a educação básica, deve ser tratada com cuidado, articulando as teorias, as direrizes nacionais e a realidade da comunidade educativa; logo deve ser vista com a devida seriedade ao ser adotada por uma escola, quer seja privada, quer seja pública. A teoria e a prática deve se fundir de tal maneira que a práxis se torne inerente a constituição de saberes/conhecimentos por todos os sujeitos epistêmicos envolvidos.

 Em nosso país, o educador Paulo Freire foi um forte defensor desta modalidade, propagando a educação popular como uma diretriz a ser seguida, tendo como foco principal a constituição da consciência política. Este era próximo do povo, das pessoas simples, fazendo valer o modo democrático de ser. A dialética associada a realidade. Por isso, não é à  toa que a educação de jovens  e adultos, normalmente é concebida como aquela que  recebe cidadãos simples, oriundos das camadas populares, que na infância trabalhavam, não eram estimuladas a estudarem, eram desacreditadas e reprovadas inúmeras vezes… Pessoas que ao longo da história construiram seus conhecimentos exercendo outros papéis na vida: trabalhadores, companheiros, filhos, pais, artistas… que no âmbito das instituições diversas, como a família e a igreja, aprenderam  a lidar com as diversidades da vida.

Conhecimentos construidos no bojo da informalidade, os quais não devem ser desconsiderados. Apresentam   flexibilidade, adaptabilidade…  podem ser aplicado em curto, médio e longo prazo. Também não  ocorrem  nos locais institucionalizados, como a escola. Sim, acontece nas várias dimensões da vida,  adquiridos fora da escola e que nem sempre são valorizados quanto o ensino acadêmico. A escola deve buscar relacionar, registrar, potencializar e gerenciar essa maneira de aprender.

O que fazer para que seja assegurada a estes sujeitos a oportunidade de aprender num espaço informal? Eis que surge o reforço legal, o artigo 37 da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional Brasileira – Lei nº 9394/1996, seguida da Lei do Fundeb, esta última repassando para os cofres públicos também  recursos financeiros para a manutenção da EJA. Estes possibilitam pagamento de professores, aquisição de material didático e outros.

Passos dados para a EJA não ficar em segundo plano, porém apésar de tudo isso, culturalmente ainda devemos romper paradigmas para que possamos ser muito mais que democrático, sermos inclusivos. Os sistemas de ensino devem se articular para implementar as políticas educacionais na área da EJA, valorizando as diferenças e as diversidades existentes. Devem promover a efetivação da educação inclusiva e, consequentemente, dos direitos humanos.

A Educação sozinha dará conta da EJA?! A intersetorialidade e a transversalidade devem ser respeitadas no processo de implementação/implantação, pois uma rede de apoio precisa ser firmada para que o egresso, a permanência e os resultados sejam atingidos na perspectiva da EJA. A eficácia, principalmente, das políticas públicas no cenário da intersetorialidade  somente ocorrerá quando houver incentivos, participação e estreitamento de laços entre os diversos setores.

A  EJA precisa ser consolidada para que os cidadãos possam abrir a porta da liberdade mediante o universo do ensino e da  aprendizagem, considerando os diversos recortes a fim de modificar as vidas das pessoas. O ensino deve ser aberto a diversidade e esta por sua vez deve adentrar os espaços educativos de modo que os conhecimentos constituídos sejam imbuídos de verdade e funcionalidades, sem perder de vista este público tão peculiar: jovens e adultos capazes.

Por fim, a educação de jovens e adultos é um verdadeiro desafio para todos que integram a rede de apoio em prol da melhoria das condições de vida dos cidadãos.

Robélia Aragão da Costa

Professora/Coordenadora Pedagógica