Sequência Didática: Música Popular Brasileira/ Marinheiro só


Sequência Didática: Música Popular Brasileira

Tema: Folclore e Cultura

Tipo de atividade: Leitura

Público alvo: Alunos do Ensino Fundamental da Educação de Jovens e Adultos

Autora: Robélia Aragão

Música  01: Marinheiro só.

Leitura e interpretação de Música

Objetivos (capacidades que se pretende que os alunos desenvolvam):

valorizar a nossa cultura popular;

– estabelecer uma relação entre a oralidade e a escrita;

– usar as estratégias de leitura – antecipação e checagem;

– interpretar a canção associando ao seu conhecimento de mundo;

– compreender que a música integra o currículo escolar;

– explorar o texto musical;

– respeitar as orientações expostas;

– usar corretamente as palavras escritas de modo convencional.

Procedimentos Didáticos:

O professor deve:

– fazer uma breve abordagem sobre a relação existente entre o folclore e a cultura, vinculando às atividades anteriores;

– explicitar sobre a importância da nossa Música Popular Brasileira (MPB), associando às questões étnico-raciais;

– ler a letra da música junto aos alunos, de modo dinâmico, a saber, iniciando a leitura do primeiro verso, os alunos coletivamente devem ler o segundo, e, assim sucessivamente;

– cantar a música com os alunos, organizando, previamente, os mesmos numa roda;

– orientar os alunos no que tange ao roteiro de estudo proposto;

– fazer inferências à medida que os questionamentos forem feitos pelos alunos;

– fazer a correção das respostas dos alunos de modo colaborativo.

O aluno deve:

– prestar atenção à abordagem feita pelo professor sobre a relação existente entre o folclore e a cultura;

– articular seus conhecimentos aos expostos pelo professor sobre a importância da nossa Música Popular Brasileira (MPB), associando às questões étnicas;

– discutir sobre as causas do preconceito sobre a nossa música;

– acompanhar a leitura da música a partir da cópia recebida;

– participar da leitura  da letra da música, seguindo as orientações do professor;

– entrar na roda para cantar a música e dançar junto aos demais;

–  ficar atento as orientações dadas  sobre o roteiro de estudo proposto;

– consultar o texto com frequência;

– destacar palavras no texto;

–  expor questionamentos ao professor, quando as dúvidas surgirem;

– usar o senso crítico;

– encontrar as respostas das questões, sozinho;

– relacionar os quadradinhos da cruzadinha a escrita de cada palavra, para evitar omissão de letras no registro da mesma.

Roteiro de Atividade: Marinheiro só.

A partir da leitura da  música Marinheiro Só, responda as questões a seguir:

  1. Quantos versos possuem a canção?
  2. Liste as palavras encontradas no texto, que podem rimar:
  3. Quais palavras são relacionadas ao universo marítimo?
  4. Quais palavras caracterizam o Marinheiro? Monte o perfil.
  5. Qual estado brasileiro é citado na canção? Exponha sua visão acerca da cultura existente neste estado.
  6. Por que esta música é cantada em diversas manifestações culturais? Cite pelo menos um exemplo destas manifestações. Qual a importância da melodia e dos instrumentos no desenvolvimento desta canção?
  7. Há um preconceito existente, quanto à mesma, no meio em que vivemos. Explicite.
  8. Responda a cruzadinha abaixo à proporção que as palavras sejam encontradas no texto.Dicas: Natureza; Local; Cor; Estado; Acessório; Característica; Transporte; Sentimento; Cidade.

    Cruzadinha Autora Robélia

A produção de texto pelas crianças


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No processo de alfabetização e letramento, as crianças tem contato com a escrita funcional no ambiente escolar. Precisam ter uma sequência de contato, de modo que vivenciem experiências pedagógicas significativas. As atividades de produção de um texto, sob a mediação de um(a) professor(a), podem envolver conhecimentos sobre o formato, conteúdo, apresentação e tipo de letra . Características  textuais que devem ser exploradas numa sequência didátic,  na qual as crianças usem diferentes procedimentos próprios ao ato de escrever. As escolas precisam estar preparadas para esta ação de leitura, envolvendo os professores, disponibilizando acervos de leitura e organizando o espaço pedagogicamente. (Robélia Aragão)

O Poder da Leitura


A leitura é uma porta que deve ser aberta para o universo do conhecimento. Quando adentramos, podemos encontrar trilhas diversas, que nos levarão a caminhos escolhidos por nós . Estes caminhos podem ser os ideais ou não. Compete-nos a escolha. Os obstáculos surgirão a todo instante, que a interpretação ajudará a superarmos. As palavras, a pontuação, a acentuação, a poesia, a visão de mundo… serão nossos principais instrumentos. Enriquecidos encontraremos a força humana dentro de cada um. A força cristalizada pelas vivências e pela fé. Encontraremos o destino.

A escola nem sempre a concebe desta maneira, muitos profissionais apresentam-na como obrigatória. Criam resistências, pois os estudantes não se aproximam da leitura de forma prazerosa. Infelizmente, isso ainda acontece.

Todas as instituições devem dar as mãos, cada uma fazendo a sua parte, apresentando a leitura imbuída da poesia. Não apenas como símbolos impressos relacionados aos sons. As estratégias para que, principalmente a criança, entre em contato com a mesma, imprescendivelmente, deve observar as teorias, dentre elas as que tratam da codificação e da decodificação. Isto não basta. É preciso que seja estimulada a análise crítica das produções textuais. Havendo compreensão, tudo passa a ser interessante, prazeroso e motivador.

De repente, agindo assim, possibilitaremos que as crianças passem a ler não tão somente textos, mas também a vida. Não devemos esquecer que as instituições preparam as crianças para a vida. Para tanto, vale lembrar que a autora Fany Abramovich aborda a leitura como o meio principal para a descoberta de lugares, tempos, jeitos de agir e de ser.

Defender que a criança já desde cedo deve desfrutar as belezas da vida com sabedoria, é acreditar que a leitura nos permitem viajar de forma lúdica e/ou formal para inúmeros cenários carregados de valores, crenças, imagens e textos. Um desses cenários devem ser a escola, que deve buscar a parceria da “família” para que de forma colaborativa uma possa complementar a formação dada por a outra.

A leitura também deve ser vista como uma atividade inerente a formação cultural do cidadão, apésar de ser terminantemente obrigatória para diversos profissionais, como os professores. Muitos desses também tem resistência a leitua. Outros  já a vêem como excelente instrumento de trabalho vinculada ao lazer.

Estes profissionais são os principais sujeitos, no âmbito da escola, para estimular as crianças a estimular o gosto pela leitura, abordando temas de forma atraente e enfatizando atitudes de cidadania. Respeitada esta prerrogativa, o poder da palavra será cristalizado na vida dos pequeninos e na formação continuada dos professores, validando sua linguagem e senso crítico já desenvolvido e que será por muitos anos ampliado.

 

Robélia Aragão da Costa

Professora/Coordenadora Pedagógica