SENDA DE LUZ


Fonte: Internet
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Se você pode escutar
O verbo áspero e vão,
Doando serenidade,
Em forma de reação;

Se anota sem qualquer mágoa,
Lamentações hora a hora,
Entendendo e desculpando
As aflições de quem chora;

Se entrega pontos de vista,
No que deseja ou que pensa,
Olvidando no caminho,
Qualquer espécie de ofensa;

Se acolhe a sombra da injúria
Que a estrada lhe desmerece,
Ofertando por resposta,
O benefício da prece;

Se acaso registra o mal
Rondando ou ferindo alguém,
E silencia amparando
A força viva do bem;

Se aceita o próprio dever
Por luz que a vida lhe aponta,
Trabalhando e abençoando,
A servir sem fazer conta…

Então você abraçou
A bênção da própria cruz
E está seguindo o roteiro
Da redenção com Jesus.

Casimiro Cunha/Francisco Cândido Xavier

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O ESPOSO DA POBREZA


Francisco de Assis, um dia,
Assim que deixara a orgia
No castelo,
Entregou-se à Natureza
A uma vida de aspereza
Num canto doce e singelo.
Abandonara a vaidade,
Buscando a paz da humildade,
A santa luz da harmonia;
E nas horas de repouso,
Francisco em estranho gozo
A voz de Jesus ouvia:

— “Filho meu, faze-te esposo
Da pobreza desvalida,
Emprega toda a tua vida
Na doce faina do bem.
Francisco, ouve, ninguém
Vai aos Céus sem a bondade,
Que é a grande felicidade
De todos os corações.
Esquece as imperfeições!…
Vai, conforta os desgraçados,
Sedentos e esfomeados,
Flagelados pela dor.
Quem alivia e consola,
Recebe também a esmola
Das luzes do meu amor!”

Francisco chorava e ria,
E em divinal alegria
Via os lírios e os jasmins,
Que não fiam, que não tecem,
Com roupagens que parecem
Vestidos de Serafins;
As aves que não trabalham
E no entanto se agasalham,
Os celeiros da fartura,
Saltando de galho em galho
Buscando a graça do orvalho,
Bênção do Céu, doce e pura.

Via a terra enverdecida
Exaltando a força e a vida,
A seiva misteriosa
No seio dos vegetais,
E a ânsia cariciosa
Das almas dos animais.
E sobretudo, inda via,
A sacrossanta harmonia
Do coração sofredor,
Que não tendo amor nem luz,
Tem tesouros de esplendor
No terno amor de Jesus.

Francisco de Assis, então,
Submerso o coração
Em sublimes alegrias,
Entregou-se às harmonias
Vibrantes da Natureza,
Tornou-se o amparo da dor
E guiado pelo amor
Fez-se Esposo da Pobreza…

pelo Espírito Júlio Diniz – Do livro: Parnaso de Além-Túmulo, Médium: Francisco Cândido Xavier – Espíritos Diversos.

Fonte:  http://www.caminhosluz.com.br/