Qual o nosso papel perante as crianças e adolescentes?


Os pais não sabem mais agir como pais. Os professores não sabem mais agir como professores. Os filhos não sabem mais agir como filhos. Ou os papéis mudaram?!Diante da criança e do adolescente, enquanto sujeitos de direitos, à luz do Estatuto da Criança e do Adolescente, muitos  pais e professores se questionam sobre as suas atribuições frente as “novas’ ideias e posicionamentos vinculados em defesa da criança e do adolescente. Não sabem mais até onde ir. Não sabem quais caminhos podem atuar em defesa do protagonismo dos seres humanos pelos quais são responsáveis. Propagaram muitos os direitos dando a estes páginas e mais páginas  de jornais, revistas…páginas da vida. Tudo considerando a vulnerabilidade destes menores, adquirida nas mazelas da sociedade.Esta que estigmatizou muitos destes pequenos. Todavia, não ganhou muito as páginas, os deveres destes alunos. Implantou-se, erroneamente,  a ideia de que  os menores podem fazer tudo, inclusive atos indevidos, perigosos, criminosos… Eles apostam que não pode acontecer com os mesmos. Eles são utilizados por gente inescrupulosa  porque sabem que a Justiça atua de modo diferente com o menor. Hoje, pais e professores  também estão vulneráveis. Todos nós estamos. A sociedade clama pelo equilíbrio. Equilíbrio das relações sociais, econômicas,  culturais, educacionais, políticas…Precisamos encontrar o respeito das relações entre a sociedade e os sujeitos que nela vive, que nela atua. Crianças e adolescentes precisam ser amparadas e educadas sob a ótica do bom senso, na qual os direitos e os deveres se entrelacem e asseguram o presente e o futuro promissores nos diversos âmbitos da vida humana, da vida em sociedade. Os pais e professores precisam reaprender as suas funções para que possam educar estes sujeitos de direitos, salvaguardado os princípios também pautados nos deveres. Direitos – Deveres: Um sem o outro não sobrevive.

Robélia Aragão

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Reflexão sobre a Educação pela Paz: uma breve opinião.


*Robélia Aragão

A interiorização da Paz repercute em nossa vida exterior, passamos a combater os conflitos fenomenais externos ao homem: passamos a não aceitar as guerras, atos bruscos  ou simbólicos de violência.Todavia, esta interiorização é muito mais que isto, significa que a nossa consciência foi ampliada, podendo ser amadurecida no íntimo de cada ser humano.

Diante disso, desde cedo, a educação deve procurar construir a paz nas escolas. Deve propriciar aos alunos  momentos de reflexão e ação, incorporando  os valores humanos no currículo, e, ao mesmo tempo, articulando com as instituições sociais uma prática solidária e amorosa. Comcumitantemente, urge a constituição  da cultura da paz, envolvendo também a coragem e a doçura, mediante a propagação de uma política  educacional pela paz,  pautada numa pedagogia multirreferencial e transformadora.

A expectativa disso, afeta a essência dos sujeitos envolvidos que, gradativamente coibirão a prática da violência e defenderão a promulgação da paz. Para tanto, a ruptura da pedagogia da obediência, de submisão pela implantação de outra voltada para a integralidade do homem deverá ser uma diretriz , principalmente, para as escolas.

A humanidade não será ameaçada  por aqueles que fazem a maldade, somente será quando os outros permitirem que pratiquem-na.

Bibliografia: NUNES, Clóvis Souza., 1961. Educação pela Paz: um guia para os pais, professores e todos os estudantes da vida. 3ª Edição. João Pessoa, PB. QUALIGRAF, 2003.

*Professora e Coordenadora.