Reflexão:


As dificuldades encontradas pelos professores atuais são tão consistentes que dificilmente serão superadas de modo rápido, não estamos conseguindo enxergar além das mesmas. Estamos nos deparando com instituições sociais descrentes no poder transformativo do ser humano. Aliar-se as famílias e escolas é um desafio constante. (Robélia Aragão)

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Qual o nosso papel perante as crianças e adolescentes?


Os pais não sabem mais agir como pais. Os professores não sabem mais agir como professores. Os filhos não sabem mais agir como filhos. Ou os papéis mudaram?!Diante da criança e do adolescente, enquanto sujeitos de direitos, à luz do Estatuto da Criança e do Adolescente, muitos  pais e professores se questionam sobre as suas atribuições frente as “novas’ ideias e posicionamentos vinculados em defesa da criança e do adolescente. Não sabem mais até onde ir. Não sabem quais caminhos podem atuar em defesa do protagonismo dos seres humanos pelos quais são responsáveis. Propagaram muitos os direitos dando a estes páginas e mais páginas  de jornais, revistas…páginas da vida. Tudo considerando a vulnerabilidade destes menores, adquirida nas mazelas da sociedade.Esta que estigmatizou muitos destes pequenos. Todavia, não ganhou muito as páginas, os deveres destes alunos. Implantou-se, erroneamente,  a ideia de que  os menores podem fazer tudo, inclusive atos indevidos, perigosos, criminosos… Eles apostam que não pode acontecer com os mesmos. Eles são utilizados por gente inescrupulosa  porque sabem que a Justiça atua de modo diferente com o menor. Hoje, pais e professores  também estão vulneráveis. Todos nós estamos. A sociedade clama pelo equilíbrio. Equilíbrio das relações sociais, econômicas,  culturais, educacionais, políticas…Precisamos encontrar o respeito das relações entre a sociedade e os sujeitos que nela vive, que nela atua. Crianças e adolescentes precisam ser amparadas e educadas sob a ótica do bom senso, na qual os direitos e os deveres se entrelacem e asseguram o presente e o futuro promissores nos diversos âmbitos da vida humana, da vida em sociedade. Os pais e professores precisam reaprender as suas funções para que possam educar estes sujeitos de direitos, salvaguardado os princípios também pautados nos deveres. Direitos – Deveres: Um sem o outro não sobrevive.

Robélia Aragão

Sequência didática: Trabalhando com música em sala de aula.


Justificativa:

A Sequência didática: Trabalhando com música em sala de aula foi pensada para ser desenvolvida nas escolas públicas estaduais, em especial de Nova Soure – Bahia, de forma que gradativamente a música possa ser respeitada no currículo. Além disso, para melhor subsidiar aos professores no desenvolvimento de atividades, respeitadas as diretrizes do projeto estruturante da rede Festival Anual da Canção Estudantil – FACE do Estado da Bahia.

Objetivos das sequência didáticas:

  1. Desenvolver estas sequências didáticas articulando a proposta do Festival Anual da Canção Estudantil – FACE do Estado da Bahia.
  2. Aproximar os alunos de vários gêneros musicais mediante orientações pedagógicas.
  3. Desenvolver no aluno a sensibilidade para  a identificação do som e suas variantes o ritmo e a linguagem.
  4. Desenvolver o raciocínio, a sensibilidade rítmica e auditiva do aluno, tornando-o mais receptivo a outras áreas do saber e mais sociável na interação com o ser humano.
  5. Trabalhar a música no currículo escolar.
  6. Lançar tarefas que propiciem momentos intercalados de apreciação de diversas obras, produção musical, leitura de textos, escrita de relatos e confecção de desenhos
  7. Estimular o estudo das modalidades musicais com o debate sobre o que significa uma produção artística de qualidade.
  8. Propiciar momentos de estudos para reforçar os níveis: fonológico , morfológico, fraseológico: como as orações se estruturam, semântico e textual.

Público Alvo: Alunos dos anos finais do Ensino Fundamental, Ensino Médio e Educação de Jovens e Adultos.

Area do curriculo: Linguagem.

Sequência didática 1:

Nesta sequência didática, o professor deverá:

  1. Assistir ao DVD Língua Portuguesa, Volume III, 25, da TV Escola que trata da Análise de Letras de Música, de forma colaborativa com os professores das disciplinas afins, para  em seguida desenvolver uma atividade com os alunos.
  2. Explicar para os alunos os vários estilos musicais, podendo utilizar pequenos vídeos, textos, esquemas espostos em slides.
  3. Promover um debate com os alunos.

Sequência didática 2:

Nesta sequência didática, o professor deverá:

  1. Organizar os alunos na sala ou no pátio para a escuta de várias músicas,  os mesmos deverão se movimentar conforme o andamento e a intensidade da melodia.
  2. Escolher uma música para expor para os alunos, preferencialmente, uma conhecida por todos que não possui palavras ofensivas no que tange a atitudes de discriminação.
  3. Propor que um aluno leia a letra da música de forma poética.
  4. Pedir que todos cantem a música.
  5. Organizar um roteiro  com  questões relacionadas ao tema/assunto da música trabalhada e entregar ao alunado.
  6. Pedir que os alunos socializem as respostas, para quais os mesmos deverão fazer as devidas intervenções.

Sequência didática 3:

Nesta sequência didática, o professor deverá:

  1. Explicar os conceitos de Propor que, em grupo, os alunos escolham um estilo musical e, consequentemente, uma canção para parodiar, cujas temáticas possam envolver, por exempol, os seguintes temas: Meio Ambiente, Respeito ao Idoso, Direitos das Crianças e Adolescentes .
  2. Depois da construção e ensaio, cantar para os demais alunos da turma.

Sequência didática 4:

Nesta sequência didática, o professor deverá:

  1. Pesquisar  textos que tragam  as passagens que estabelecem a trajetória da música  no Brasil.
  2. Apresentar exemplos destas e de outras produções contemporâneas para existentes.
  3.  Pedir  que os alunos registrem as  características e pontos interressantes.
  4. Trabalhar, exemplificando, a versificação, rima, verso e características da música.
  5. Discutir com os alunos sobre a música, a partir das seguintes questões: As letras são longas ou curtas? Expressam algum sentimento, contam alguma história? Você considera que o ritmo é acelerado ou lento? Ele apresenta variações? Na sua percepção que instrumentos são usados?  E as rimas, como são? O refrão que se repete?
  6. Registrar  todas as características percebidas.

Sequência didática 5:

Nesta sequência didática, o professor deverá:

  1. Trabalhar os conteúdos da música: ritmo, duração, intensidade, altura, timbre; as características dos instrumentos musicais e a apreciação de obras musicais.
  2. Propor aos alunos atividades em grupo.
  3. Apresentar as atividades com as músicas, envolvendo tanto no seu aspecto gramatical, quanto os possíveis temas e a versificação.
  4. Orientar aos alunos a compor  letra da música  em grupo ou/e individual.
  5. Intervir no ensaio e apresentação do esboço da  música, sendo um dos sujeitos da dupla o interpréte, podendo, também, o autor ser interpréte.
  6. Propor aos alunos a intensificação dos ensaios, com suporte de artista/profissional.
  7. Sugestionar o  figurino e maquiagem dos intérpretes.

Sequência didática 6:

Nesta sequência didática, o professor deverá:

  1. Formar equipes de alunos para colaborar na preparação do cenário.
  2. Providenciar o som e o músico, com apoio da direção.
  3. Pedir a direção que convidem os jurados em parceria com a organização, se houver necessidade.
  4. Organizar a pauta de apresentação dos cantores/intérpretes.
  5. Coordenar o evento: a apresentação do Festival da Canção Estudantil ou ação correlata.

Autora: Robélia Aragão da Costa

(Professora/Coordenadora Pedagóca)

Alunos dos anos finais do ensino fundamental precisam ser alfabetizados


Na educação brasileira percebemos o quanto precisamos validar ações educacionais positivas,  quando nos deparamos com  a descrença no ensino público, esta é uma porta aberta em direção ao fracasso da educação, dos nossos alunos.

Os nossos alunos estão chegando aos anos finais do ensino fundamental, especialmente,  a 5ª série – regime seriado de 08 anos do ensino fundamental – equivalente  ao 6º ano – regime de 09 anos do ensino fundamental –  sem saber ler e escrever, sendo diagnósticado que os mesmos não conseguiram desenvolver a habilidade de produzir um texto, apreciar ou criticar em sua trajetória estudantil. Ou seja, não foram desenvolvidas as capacidades de compreensão, interpretação, crítica e produção de conhecimentos de forma contextualizada e desafiadora.

Muitos destes alunos não sabem argumentar, articular as idéias e posicionar-se perante os seus pares e professores. Aprenderam o básico para copiar, transcever idéias e pensamentos. Sentem dificuldades para ser autores e co-autores da própria história, dos próprios textos.  

Diante disso, surgem vários questionamentos, dentre os quais podemos citar: Onde está o erro?! Qual caminho seguir para avançarem? O que já foi feito? Qual a formação dos professores? Onde está a família?

São inúmeros os questionamentos. Sabemos fazer isto muito bem, porém, ainda não aprendemos a encontrar respostas. Não aprendemos a ser profissionais  pesquisadores. Não aprendemos a lançar atos sequenciados, partindo do diagnóstico inicial. 

Ao receberem estes alunos, os professores passam a questionar a escola, o material didático, o professor do passado. Passam a procurar um culpado! Foi fulano, foi cicrano… a culpa é da família…a culpa é do aluno… Este último é o mais culpabilizado, é o ser mais frágil no contexto.

Assim, não poderemos ficar instalados no universo da culpa e do fracasso, porque normalmente os rótulos somente recaem sobre os alunos: fracos, incompetentes… Para se defender destes, alguns desistem da escola, se tornam apáticos, tímidos,  envergonhados e até agressivos.  Afinal, inseridos num mundo contemprâneo, sem saber ler e escrecer com fluência faz com que os mesmos se sintam um peixe fora d’água.

E, isso, exige uma interpretação ponderada e rigorosa sobre o processo ensino e aprendizagem, já que os alunos advém dos anos iniciais do ensino fundamental e necessitam de intervenções pedagógicas específicas. O olhar deve se voltar para o aluno, seu histórico acadêmico, seu desenvolvimento integral, sua família…  Para tanto, a sensibilidade do professor atual deve ser aflorada. Caso contrário, não avançará na sequência didática pensada nem tampouco possibilitará que os alunos aprendam .

 Ei-lo o maior desafio: fazer com que estes alunos aprendam, ou seja, alfabetizar estes alunos nos anos finais do ensino fundamental.  Muitos dos profissionais não sabem como fazer isto, uma vez que nos anos finais  do ensino fundamental, atuam diversos professores em uma única turma.  e, não há formação de professor específica para esta situação.

Encontrando-se na Adolescência,  fase do desenvolvimento humano que marca a transição entre a infância e a idade adulta, os profissionais da escola, terminam lidando com alunos cujas caracteristicas individuais estão sujeitas  a alterações em diversos níveis – físico, mental e social.

Pegando como parâmetro situações correlatas evidenciadas nos anos iniciais, tornam-se pertinentes adaptações de estrtaégias em aplicações de atividades sequenciais e permanentes de leitura, reflexão e escrita com aportes teóricos e práticos condizentes com faixa etária em que se encontram estes alunos.

Imbuídos do espírito da transversalidade, os professores devem focar no processo de construção do conhecimento, respeitando os limites e potencialidades dos alunos. Não devem infantilizá-los por meio das atividades propostas, mas torná-lo mais ativo e crítico numa perspectiva lúdica e coerente com os interesses dos mesmos e expectativas de aprendizagem que devem ser atingidas.

Por fim, aqueles que vivenciam experiência de sucesso, em situações parecidas com as expostas, devem compartilhá-las para que possamos fazer renascer a crença na educação pública brasileira, que apesar de possui pontos negativos, apresenta avanções nas concepções e estratégias. Basta que saibamos validar os últimos, refletindo sobre como podemos fazer para sairmos do estado vegetativo da negativide.

O processo de aprendizagem não estaciona, precisa de continuidade. Logo, que estabelecemos uma rede de apoio entre as etapas da educação básica, tendo como objetivo principal a constituição de conhecimentos por parte de nossos alunos. Vamos fazer valer o processo de alfabetização das crianças no ciclo da infância, pois somente desta maneira teremos alunos nos anos finais do ensino fundamental com suas competências plenamente desenvolvidas.

 

Robélia Aragão

Professora e Coordenadora Pedagógica

 

 

A Educaçao precisa de lantejoulas e sedas


*Robélia Aragão

Ufa! Como faltam brilho e alegria na educação!

Nestes últimos dias tenho ficado precocupada com a falta de alegria e brilho na educação, principalmente no que se refere a relação entre aluno e professor. Esta trata da perspectiva pedagógica, onde o processo de aprendizagem e desenvolvimento dos alunos devem ser efetivados.

Sabemos que as crianças para aprender precisam de orientação pedagógica atrelada a ludicidade, observando o cotidiano educacional, não estou percebendo isto. As relações estão muito secas, as crianças estão sendo tratadas como pequenos adultos. Alguns professores estão agindo com certa distância das crianças.

Um fato ocorrido recentemente, me fez parar e escrever este texto,  ouvi  argumentos de um professores que me chocou, este falou que estava em sala de aula regendo para crianças de nove anos, estas não  estavam, segundo eles, prestando a atenção a sua explicação, diante disso, falou para as crianças que ali estava apenas para desenvolver o seu trabalho, quem quisesse aprender que assim o fizesse, quem não quisesse, ele não daria a mínima atenção, uma vez que no final do mês receberia o seu salário.

Não parei de pensar nesta situação! Sei que a exigência pela profissionalização do professor vem ocorrendo cada vez mais, alguns defendem que não são tios, amigos, são apenas professores. Todavia, este profissionais não devem esquecer que o seu objeto de trabalho são crianças, são seres humanos históricos com sentimentos e potencialidades.

Sei que muitas crainças vêem o professor como uma figura ímpar, aquela que admira, que elege como herói. Querem ser igual ao professor, se espelham nas ações, nas atitudes… o que configura na prosaica categoria de professor. E o que posso dizer depois de refletir é que estou impressionada.  De repente, todas as minhas lembranças da época em fui criança e estudava nos anos iniciais com professoras, com formação mínima, porém muitos carinhosas, começaram a fazer total sentido. Ao do carinho e rigor,  principalmente. Estou assustadoramente sentindo falta de situação igual a esta no atual contexto educacional.

Brincavámos, pulavámos… ainda que numa perspectiva um tanto arcaica considerando as perspectivas atuais. Atualmente, o fazer pedagógico do professor está muito mecânico, frio, direto… alguns não inserem, em sua rotina diária, a hora do conto, o momento da música,  o jogo… apenas lousa, giz e cuspe. Não há alegria e encanto  no ato de ensinar de alguns professores.

O que vemos?  Crianças sentadas enfileiradas, proibidas de levantar, copiando da lousa… discurso atual, porém prática muita ultrapassada. Aulas tediantes para os pequenos, pois são cheios de energia  e necessitados de projetos e atividades ocasionais, permanentes e sequenciados, que explorem todas as potencialidades das crianças – cognitiva, psicológica, afetiva etc.. Além disso, elas precisam de cuidado, carinho e atenção.

Em conversa com uma colega, pontuei que esta observação e esta angústia me impulsionaram a refletir e analisar os constantes problemas dos alunos matriculados nos anos inicais do ensino fundamental, dentre os quais, a agressividade, baixa auto-estima, desmotivação  para aprender e, consequentemente, um baixo  rendimento escolar em comparação com  o padrão desejado.

Ah! Penso que se conseguíssemos levar para a sala de aula atividades impregnadas pelo brilho e pela paixão de aprender a aprender, nas quais em conjunto  combatêssemos os sentimentos negativo e tirassemos do poço da angústia aqueles alunos que não percebem o amor em suas vidas, atingiríamos o sucesso.

Respirei fundo…

Primeiro o professor precisa investir em você, no amor. Somente deste modo poderá compartilhá-lo com os outros.

Pensei, pensei…

Temos professores  desolados, tristes… que precisam ser estimulados e orientados. Temos pessoas carentes, algumas  evitam até os colegas, isolando-se ou sendo rejeitadas por eles.

Quem estimulará estes colegas? Direção e coordenação, juntas, devem procurar tecer novas ações que articulem a afetividade e racionalidade em defesa do resgate da criatividade, autonomia e responsabilidade.

É uma pena que muitos dos  encontros pedagógicos também não estão lhes instigando, promovendo uma formação pautada na reciprocidade, cooperação, igualdade e amor, tendo em vista um planejamento de ações voltadas para a infância e suas peculiaridades.

Jesus! Quantos desafios?! Precisamos nos reencantar para encantar o outro. Os momentos referendados também deve haver brilho e alegria. O desarmamento dos sujeitos envolvidos devem ocorrer, alguém tem que começar a baixar a guarda.

Eu, prestes a terminar este texto, nem sei exatamente o que fazer, o que falar… apenas fiz algumas explanações, as quais considero pertinente. Tenho que pensar na qualidade da  educação, sobrevivo através dela. Devo pensar nas crianças, sem elas não teríamos escolas funcionando.  Devo pensar em mim, também posso ter surtos de desencantos. E mais que falar da educação, estou aqui desafiando as minhas limitações e expondo que acreditar no papel do professor – humano – e do aluno –  humano – é uma interessante etapa da minha evolução.

Tá bom… deixa eu procurar lantejoulas e o tecido de seda para encrementar a minha roupa com um belo bordado, afinal preciso encantar o meu marido.

*Professora e Coordenadora Pedagógica

O Poder da Leitura


A leitura é uma porta que deve ser aberta para o universo do conhecimento. Quando adentramos, podemos encontrar trilhas diversas, que nos levarão a caminhos escolhidos por nós . Estes caminhos podem ser os ideais ou não. Compete-nos a escolha. Os obstáculos surgirão a todo instante, que a interpretação ajudará a superarmos. As palavras, a pontuação, a acentuação, a poesia, a visão de mundo… serão nossos principais instrumentos. Enriquecidos encontraremos a força humana dentro de cada um. A força cristalizada pelas vivências e pela fé. Encontraremos o destino.

A escola nem sempre a concebe desta maneira, muitos profissionais apresentam-na como obrigatória. Criam resistências, pois os estudantes não se aproximam da leitura de forma prazerosa. Infelizmente, isso ainda acontece.

Todas as instituições devem dar as mãos, cada uma fazendo a sua parte, apresentando a leitura imbuída da poesia. Não apenas como símbolos impressos relacionados aos sons. As estratégias para que, principalmente a criança, entre em contato com a mesma, imprescendivelmente, deve observar as teorias, dentre elas as que tratam da codificação e da decodificação. Isto não basta. É preciso que seja estimulada a análise crítica das produções textuais. Havendo compreensão, tudo passa a ser interessante, prazeroso e motivador.

De repente, agindo assim, possibilitaremos que as crianças passem a ler não tão somente textos, mas também a vida. Não devemos esquecer que as instituições preparam as crianças para a vida. Para tanto, vale lembrar que a autora Fany Abramovich aborda a leitura como o meio principal para a descoberta de lugares, tempos, jeitos de agir e de ser.

Defender que a criança já desde cedo deve desfrutar as belezas da vida com sabedoria, é acreditar que a leitura nos permitem viajar de forma lúdica e/ou formal para inúmeros cenários carregados de valores, crenças, imagens e textos. Um desses cenários devem ser a escola, que deve buscar a parceria da “família” para que de forma colaborativa uma possa complementar a formação dada por a outra.

A leitura também deve ser vista como uma atividade inerente a formação cultural do cidadão, apésar de ser terminantemente obrigatória para diversos profissionais, como os professores. Muitos desses também tem resistência a leitua. Outros  já a vêem como excelente instrumento de trabalho vinculada ao lazer.

Estes profissionais são os principais sujeitos, no âmbito da escola, para estimular as crianças a estimular o gosto pela leitura, abordando temas de forma atraente e enfatizando atitudes de cidadania. Respeitada esta prerrogativa, o poder da palavra será cristalizado na vida dos pequeninos e na formação continuada dos professores, validando sua linguagem e senso crítico já desenvolvido e que será por muitos anos ampliado.

 

Robélia Aragão da Costa

Professora/Coordenadora Pedagógica