Saudade do tempo de outrora


Sinto saudade do tempo de outrora

Daquele em que amanhecia sentindo as mãos de pai puxando o dedão do pé.

Do tempo da infância em brincávamos ingenuamente  sob o sol escaldante do campo

Ouvindo os gritos das mães para irmos à sombra

Sinto saudade do tempo, do antanho,

Quando adolescentes junto as primas-amigas saíamos de mãos dadas pelas calçadas, revelando o quão preciosa era a nossa amizade.

Sinto saudade da época em que minhas avós eram vivas

Dando conselhos, acarinhando-nos com seus mimos, presentinhos e comidas.

E, acima de tudo, com amor replicado de mãe para filho.

Sinto saudade quanto antigamente

As minhas professoras afetuosas eram com suas crianças estudantes

Proferindo palavras de estímulos para  os seus crescimentos.

Dos amigos de escolas que se agrupavam para estudar autonomamente.

Sinto saudade do passado

Em que os ambientes de trabalho eram colaborativos

Onde juntos somávamos saberes para obtermos maiores conhecimentos.

Estes para uma representação institucional.

Sinto saudade noutrotempo 

Em que colegas de faculdade se juntavam para pesquisar, para aprender

Sendo parceiros de classe e da vida.

Sinto saudade do tempo

Em que pessoas queridas, ainda neste plano terreno, estavam sentado à mesa para as refeições, estavam nas rodas de conversas para lembrar fatos, contar piadas, falar sério…

Sinto saudade do tempo em que amar era conjugado com o fervor da alma e o frescor do amanhecer.

Onde as amizades se perduravam no tempo pois respeitavam caminhos e identidades.

Oh, como sinto saudade!

Oh, como vou sentir saudade!

Inclusive deste tempo!

(Robélia Aragão )

 

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Verdadeiros amigos sentem saudades


Saudade…

Palavra sentida!

Sente apenas quem admite sentir desejo em viver um momento, uma etapa da vida…com pessoas especiais. Momentos que marcam, que deixam a alegria e o fervor em estarmos vivos. Destes não podemos esquecer. Existirão somente porque pessoas estiveram conosco.

Resta-nos, em momentos de saudade, em especial de pessoas que já não se encontram neste plano, recorrer a Deus pedindo que segure suas mãos para que a continuidade do processo evolutivo não seja interrompido. Ademais, procurar as pessoas querida para abraçar e festejar a alegria de compartilhar a vida com elas, quer seja no trabalho, quer seja na vida pessoal.

Todavia, precisamos crescer e aprender a focalizar a essência das pessoas validando seus atos comprometidos com o bem do próximo. Precisamos reconhecer que os verdadeiros amigos não vulgariza a nossa imagem, demonstra gratidão e apreço pelo o encontro de almas.

Os verdadeiros amigos – categorizados como eternos – sabiamente nos reconhece como seres imperfeitos, em processo eterno de evolução espiritual. Estes não sentirão falta quando não mais estivermos aqui, sentirão saudades. Continuarão presentes em nossas vidas, pois não existe presente sem passado, nem tampouco futuro sem ambos.

Os verdadeiros amigos estão dentro de nós.

Robélia Aragão

Professora e Coordenadora Pedagógica